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    terça-feira, 5 de setembro de 2017

    Celulares criptografados e investigações

    Voltou a ganhar notoriedade na imprensa o uso de celulares "anti-espionagem", ou criptografados, em razão de uma recente apreensão pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de três aparelhos celulares além de 120 mil reais em dinheiro com um diretor do TCE/MS. O que chamou a atenção das autoridades foi o fato de os três aparelhos possuírem tecnologia embarcada de criptografia, que os tornaria protegidos contra grampos, escutas e qualquer outro tipo de espionagem. 

    Como funcionam esses aparelhos?

    O sistema funciona através de software instalado nos próprios celulares, e emprega criptografia RSA de até 4.096 bits na ligação. Como o serviço pode ser acessado via software, não há a necessidade de um celular criptografado separado. Há apenas uma limitação: esses aparelhos funcionam em conjunto, ou seja, tanto quem liga quanto quem recebe, necessariamente, precisa ter o software instalado, ou estará sujeito à interceptações telefônicas.

    Solarin, o smartphone Android de 60 mil reais.

    A criptografia empregada pelo programa embaralha os dados de tal forma que, em um grampo, o que se ouve é apenas ruído. Nem mesmo a operadora consegue identificar o teor da conversa – em alguns serviços dessa natureza disponíveis no mercado, a ligação sequer passa pela operadora, já que é realizada utilizando o pacote de dados. As pessoas na ligação se entendem normalmente porque, junto com sua voz criptografada, ambas possuem a chave que a decripta.

    O software PhoneCrypt Mobile é um exemplo de tecnologia de encriptação para telefones celulares. O programa funciona como um aplicativo de comunicação baseado em dados - como o Skype, Messenger ou WhatsApp -, porém, usando um túnel de criptografia, utiliza o pacote de dados ao invés da linha telefônica, evitando os registros junto à operadora. O aparelho envia sua voz já criptografada, e com ela vai uma chave que a decodifica; só o outro aparelho consegue decodificar. 

    Outra alternativa, mas bem mais cara, são os aparelhos que já trazem de fábrica a tecnologia de criptografia embarcada. É o caso do caríssimo Solarin, que possui valores iniciais na casa dos 50 mil reais (!). 

    Hoje pela manhã fui convidado pela FM UCDB 91.5 para falar um pouco sobre essas tecnologias. A íntegra da entrevista vocês podem conferir abaixo. 


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    Item Reviewed: Celulares criptografados e investigações Rating: 5 Reviewed By: Raphael Chaia
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